É sempre uma emoção participar da Avaliação Nacional de Vinhos, promovida pela Associação Brasileira de Enologia, em Bento Gonçalves. Além de acompanhar mais de 850 pessoas degustando os vinhos mais representativos da safra, há a possibilidade de saber o que nos reservam os espumantes e os vinhos que estarão nas taças no futuro. Tem ainda o desafio de projetar como esses produtos vão se comportar e se transformar até que cheguem à mesa.



Neste ano, o que chamou atenção foi a diversidade de variedades: 11 diferentes. O que mostra a versatilidade do trabalho das vinícolas e dos enólogos, principalmente por ter sido uma safra tão complicada devido às intempéries do clima. Confira quais foram as 16 amostras mais representativas da safra 2016 do vinho nacional:



Vinho base para espumante, Chardonnay (Casa Venturini)
Vinho base para espumante, Chardonnay (Domno do Brasil)
Vinho base para espumante, Chardonnay e Pinot Noir (Vinícola Geisse)
Riesling Itálico (Vinícola Salton)
Chardonnay (Cooperativa Nova Aliança)
Chardonnay (Basso Vinhos e Espumantes)
Sauvignon Blanc (Rasip Agropastoril)
Moscato Giallo (Vinícola Don Guerino)
Merlot (Vinícola Casa Motter)
Tempranillo (Miolo Wine Group)
Marselan (Casa Valduga)
Cabernet Franc (Casa Perini)
Cabernet Sauvignon (Guatambu Estância do Vinho)
Cabernet Sauvignon (Vinícola Almaúnica)
Tannat (Dunamis Vinhos)
Alicante Bouschet (Vinícola Monte Lemos)


  



Adoro o cheirinho de pão recém saído do forno. Ainda mais quando o perfume vem associado a sabores que eu gosto. Esses pãezinhos de batata doce são um exemplo dessa união. Coloquei uma foto dos que preparei e foi um sucesso no Facebook e no Instagram. Então, atendendo pedidos, aí vai a receita.


Pãezinhos de batata doce


1 xícara de batata doce cozida e amassada como para purê
2 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
2 ovos
1 xícara de leite morno
1 colher (sopa) de fermento biológico seco
4 xícaras de farinha de trigo
1 pitada de sal

Para pincelar
1 gema
café forte



Como fazer

1. Cozinhe a batata doce e amasse como para purê.
2. Junte o açúcar, os ovos, a manteiga e o sal. Reserve.
3. À parte, misture a farinha com o fermento.
4. Adicione, alternadamente, à mistura de batata doce a farinha e o leite.
5. Amasse bem e cubra com um plástico e deixe crescer até dobrar de volume.
6. Sove novamente e modele os pãezinhos.
7. Pincele com a mistura de gema e gotinhas de café.
8. Leve ao forno preaquecido, a 180 graus, por cerca de 20min ou até que estejam dourados.

A brasa foi o elemento central do jantar que teve como inspiração a obra do escritor gaúcho Simões Lopes Neto e que faz parte do meu projeto Da Estante à Mesa, que une literatura e gastronomia,  no Instituto Ling. O chef Carlos Kristensen, do restaurante Hashi, foi responsável pelo cardápio e Rodrigo Albernaz, da Porto a Porto, respondeu pela harmonização.



Os participantes foram recebidos com um creme de abóbora defumada.



Em seguida, lembrando o amarrado de lenço do conto O Negro Bonifácio, foi servida a primeira entrada



Lenço de mini pão de milho (perfeitamente assado pelo subchefe Rafael) e patê de fígado de galinha caipira, 



para ser degustado com a espanhola Cava Don Román.




A segunda entrada, ainda em companhia da Cava Don Román, era composta de linguiça artesanal servida sobre brasa acesa dentro de uma delicada lata de sardinha, com geleia de butiá e picles de batata doce.



O primeiro prato, charque de cordeiro dos Pampas e pirão de queijo serrano, harmonizado com o chileno Ekun, da vinícola Santa Carolina, 




foi uma homenagem às charqueadas, que eram a base econômica da cidade de Pelotas, onde viveu o autor gaúcho.



O segundo prato fez referência aos dois produtos mais citados por Simões Lopes Neto em Contos Gauchescos: o churrasco e o mate. Para retratar essas duas paixões dos gaúchos, o chef serviu costela 12 horas desfiada com pirão de feijoada, farofa de mandioca com erva mate, cebola assada e em forma de picles e couve frita.



 Para acompanhar, Rodrigo Albernaz escolheu o argentino Malbec DOC Nieto Senetier.



Na hora da sobremesa, duas apresentações. A primeira uma tábua com queijos (colonial, serrano e da Serra da Canastra) com um cubo de doce de abóbora e um gomo de bergamota desidratado. 



O vinho Justino’s Madeira foi perfeito.



E, para finalizar, frutas assadas na brasa, com cumaru e azeite de oliva.



Um jantar que conseguiu fazer uma releitura das referências gastronômicas presentes na obra de Simões Lopes Neto e que foram apresentadas aos participantes a cada prato servido.



Ao final, o chef Carlos Kristensen, o subchefe Rafael e Rodrigo Albernaz comemoraram o sucesso do jantar com um arremate: pão de milho coberto com as lascas de costelão 12h e um brinde com Malbec.



Uma noite inesquecível, que agradeço aos meus parceiros. O próximo jantar do projeto Da Estante à Mesa será em novembro, terá como tema a obra de Jorge Amado e terá um cardápio elaborado pelo chef Floriano Spiess. Informações pelo site  www.institutoling.org.br






Tenho uma paixão confessa por pães. Não resisto a eles, com manteiga, queijo e uma xícara de café preto pela manhã, e, às vezes, até à noite. E aceito todos os formatos, sabores, com recheio ou sem. Por isso, me senti na Disney ao visitar a nova fábrica da Panfácil, que produz todos os tipos de pães, cuca, folhados recheados, croissants e cookies.



Agora, é possível comprar esses produtos, e muitos outros, e assá-los em casa. A Panfácil vai fornecer também para mercados e padarias, pois tem uma máquina capaz de produzir 45 mil pães por hora.



Depois da visita, participamos de um brunch preparado pela chef Flavinha Mello. Claro que não provei tudo, mas me encantei com o que degustei, principalmente o pão de queijo com multigrãos e o cookie de chocolate. Pretendo com o tempo conferir outras delícias.





O chef Carlos Kristensen vai ativar as brasas para preparar pratos inspirados na obra de Simões Lopes Neto. O jantar, no dia 15 de setembro, no Instituto Ling faz parte do projeto Da Estante à Mesa, que une literatura e gastronomia. A jornalista Bete Duarte fará os links entre a narrativa do maior autor regionalista do Rio Grande do Sul e a comida que até hoje representa a cultura gaúcha. Maiores informações e reservas podem ser feitas no endereço www.institutoling.org.br/index.php/literatura-e-gastronomia-da-estante-a-mesa-jantar-simoes-lopes-neto.html Mas não demora, são apenas 15 lugares.
A segunda degustação de vinhos espanhóis da Mundovino Brasil, no espaço Cardamomo Enogastronomia, foi para os integrantes da Confraria Bon Vin 



e mostrou a versatilidade de harmonização dos cinco exemplares da caixa The Wine Gurus, da Casa Rojo, e de dois vinhos de autor.




Para harmonizar os dois primeiros vinhos, o chef Colman Knijinik serviu duas tapas: de camarão ao curry e de atum fresco com brie



E de atum fresco


Os confrades puderam comparar a atuação do Gordo Del Circo, que harmoniza muito bem com mariscos, salada com aves, queijos frescos, atum e frutos do mar frescos



E do La Marimorena, que combina perfeitamente com carnes brancas, mariscos, polvo, ceviche, currys e frutos do mar empanados ou ensopados



A segunda etapa das tapas, começou com uma de tomates frescos e outra de queijo brie com cebolas carameladas



As possibilidades de harmonização foram os vinhos de autor



O Cavalls é perfeito para acompanhar legumes grelhados, tortilla de batata, ensopados, carnes de aves e cordeiro grelhado  



O Casa del Rojo harmoniza com queijo brie, risotos de açafrão e de cogumelos, ragu de cordeiro ou gado com especiarias, carnes ensopadas




O prato principal foi um ragu de cordeiro com risoto de açafrão e cogumelos




O teste de harmonização foi com o vinho tinto Invisible Man, que combina com carne de porco, presunto ibérico, aves, moqueca, cordeiro grelhado, queijos camembert e pecorino, massas e risotos.



E com o MMM Macho Man Monastrell, perfeito para acompanhar  carne de gado e de cordeiro grelhadas, queijo de ovelha curado, queijo parmesão, ragu de carne com especiarias



Para finalizar, uma musse de chocolate meio amargo com crocante de castanha e chocolate quebrado



A força do chocolate foi equilibrada pelo vinho tinto Maquinon, que harmoniza, ainda, com carne de gado e cordeiro grelhados, embutidos suaves, queijo brie, camembert e chocolate.