Vinhos especiais e boa mesa foram a atração do Wine Share, encontro no espaço Cardamomo Enogastronomia, sob o comando de Fabiana Aguinsky. Uma vishyssoise com lascas de parmesão deu início ao jantar



A harmonização foi o vinho espanhol El Gordo Del Circo 2015



Como entrada, queijo brie em redução de Malbec com blackberries ao mel



Para acompanhar, o tinto Habla de La Terra



O prato principal foi composto de lulas no açafrão com arroz negro, pistaches e confeitos de banana



O tinto Rutini Cabernet & Malbezc 2013



foi o escolhido pelo sommelier Vinícius Santiago



A sobremesa, onda de chocolate menta com dulce de leche e ambrosia espanhola



foi harmonizada com o Chateau Los Boldos Grand Cru 2006



O delicioso jantar foi preparado pelo chef Colman Knijinik



O próximo encontro do Wine Share no Cardamomo Enogastronomia será no próximo dia 13.


Tem quem defina compartilhar com dividir. O jantar do projeto Cucina in Prosa, no restaurante Lorita, mostrou que está mais para somar e multiplicar. 



Uma mesa vazia e comensais a serem conhecidos foram convidados a partilhar uma noite pra lá de especial em meio a uma natureza aconchegante, muitas velas e temperatura amena.



No ato de por a mesa, distribuir a louca, as velas, as flores e os talheres teve início a experiência. 



A seguir, chega à mesa uma pera, uma faca, enquanto o vinho verde português Bico Amarelo era servido nas taças. Uma sugestão da aproximação do quase sabor da fruta e do vinho.



A seguir, queijos, pães com cogumelos perfumados com alecrim e damasco, cebola em conserva e patê. As porções, apesar de fartas, em número menor que o de ocupantes da mesa. A ideia era que a divisão ou multiplicação fosse feita por eles.



O ceviche de salmão ganhou um toque de limão siciliano, gengibre e coentro. 


Para harmonizar, o vinho Esporão Pé Branco.



Steak tartar com filé, mostarda, gergelim e toques de defumado e farofa de soja crocante, servido com aioli.



Um contraste desafiador foi proporcionado pelas endívias com cogumelos defumados e manjerona.



Os tomates confitados no azeite de oliva com pesto, purê de aipim e crocante de soja foi servido em minicaçarolas.



Camarões perfumados com pimentões foram acompanhados de cuscuz.



O vinho Esporão Pé Tinto veio harmonizar 




com as panquequinhas integrais para comer com as mãos, recheadas com pato laqueado e purê de aipim, numa referência à cozinha chinesa.





O confit de costela ganhou um molho de tomate e pimentão, além do caldo de cozimento ao vinho, para assumir o papel de carne de panela, servida com batata doce grelhada.



À hora da sobremesa, a verdadeira partilha entre as chefs Roberta Horn Gomes, que preparou os pratos, e a confeiteira Andrea Schein.



 Inspiradas pelo criativo e premiado chef americano Grant Achatz, que questionava por que não servir a sobremesa direto na mesa. As duas montaram quase um balê, com pinceis, bisnagas com cremes, macarons, frutas frescas, tuilles e outras delícias.



Munidos de colheres, os participantes da experiência gastronômica compartilharam a sobremesa, servindo-se, dando espaço para os demais e tecendo considerações.



Quando todos acreditavam ter encerrado o espetáculo, potinhos com gelo seco liberavam fumaça enquanto a chama de maçarico finalizava o créme brulée. 



O jantar que integra o projeto Cucina in Prosa, da psiquiatra Betina mariante Cardoso, comprovou a tese de que partilhar soma e multiplica: experiências, sabores, histórias, memórias e novos afetos.










Já pensou o que fazer no próximo feriadão? Tenho uma sugestão saborosa: a FenaMassa, festival gastronômico que acontece do dia 15 a 19 deste mês, no Centro Histórico de Antônio Prado. O ingresso é gratuito.



São cinco restaurantes instalados no local e que oferecem cardápios diferentes todos os dias e no almoço e jantar. No site do evento (fenamassa.com.br) é possível conferir quais os pratos do dia e da refeição. Um conselho: vá com fome, são muitas delícias. Tem da comida colonial, bem tradicional, a um restaurante gourmet. O preço é único, R$ 45 por pessoa. Vale provar o pien, um embutido típico italiano, feito com o mesmo recheio que o do capeletti.



Falando em capeletti, não deixe de visitar o espaço Mão na Massa. Ali, as nonas, vestidas a rigor, reproduzem os métodos antigos para preparar o macarrão. Elas combinam os ingredientes e vão produzindo espaguete, rigatones e capelettis.


Os visitantes costumam se encantar com a antiga máquina de fazer massa. Máquina é maneira de dizer, porque haja braço para manusear a traquitana.  



O resultado de tanta força é uma massa fininha já no tamanho correto para receber o recheio do capeletti. Dali também saem os rigatones.



Já o talharim, espaguete e outras massas em tiras são cortadas na faca.




 E, se acha que comeu demais, precisa conhecer o Chicão Tormena. Ele foi o vencedor do concurso para saber quem conseguiria comer mais torteis. Foram 128. Aqui, ele recebe um dos prêmios pela façanha das mãos do vencedor do ano passado, que tinha alcançado a marca de 105 torteis. O objetivo futuro de Chicão é chegar aos 150. Haja apetite. E ele contou que antes do concurso havia tomado um bom café.



Depois dessa experiência gastronômica dê uma caminhada e vá conhecer algumas das 48 casas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e que formam o maior acervo arquitetônico da imigração italiana em área urbana.




Pelas ruas, você vai encontrar as senhorinhas que trançam a palha para artesanato, como o chapéu típico dos colonos da região.



Se quiser estender o passeio à zona rural entre em contato com a Secretaria de Cultura e Turismo e agende visita para o Moinho Francescatto


Instalado em uma casa da década 30, transformada em moinho movido à roda d’água em 1947



É mantido por Dona Catarina, que prepara a farinha de milho.



Ou conhecer os morangos embalados por música clássica ou o cultivo de tomate ao som de rock da produção dos Orgânicos Pérola da Terra. 




Aproveite para provar os sucos integrais de uva, maçã, maracujá, amora e mirtilo.


 Antes de ir embora, de volta ao Centro Histórico, leve para casa um dos pães coloniais  quentinhos, direto do forno à lenha. Tenho certeza que seu paladar vai agradecer por essa saborosa viagem. 















“O vinho embriaga os sentimentos”. “O sabor é o sentimento do gosto”. Estas e tantas outras frases surgiram no curso Narrativas Gastronômicas Vinho e Literatura: Escritas Possíveis, ministrado por Betina Mariante Cardoso, psiquiatra, mestre em Teoria da Literatura e estudiosa da neurociência ligada à gastronomia e à enologia. Não a conhecia, mas descobri uma pessoa inteligente, sensível e que sabe despertar as percepções de quem participa de seus cursos.



A escrita é apenas um dos elementos dessa viagem pelo mundo da boa mesa. Despertar os sentidos para perceber as nuances do vinho e transformar essa sensações em narrativas foi um dos enfoques dessa etapa. Assim como reconhecer as sensações que surgem a partir da leitura  trechos narrativos referentes à bebida.
O curso de Betina terá outras etapas:
No próximo dia 11, o tema será um passeio pela história da comensalidade, a mesa como espaço físico e espaço social, o relato etnográfico em gastronomia; conhecendo e praticando a escrita da experiência e a relevância da partilha das refeições para o vínculo.
No dia 14, terá um jantar experiência, com o tema A Partilha da Mesa, no restaurante Lorita, preparado pela chef Roberta Horn Gomes, com participação da chef pâtissier Andrea Schein.

Terá ainda o relato de experiência gastronômica em viagens e outros módulos que vale a pena conferir. Maiores informações pelo email bemariante@gmail.com.
Desde o dia em que conheci o Galangal, em Canela, torcia para que a Magda Correa resolvesse trazer para Porto Alegre as delícias de seu restaurante. Ontem, foi dia de comemorar com ela, ali na rua Dona Laura, em uma linda casa de três andares, a abertura do novo Galangal.



Tenho certeza que quem não conhece a gastronomia do restaurante que mescla cozinhas tailandesa, chinesa, japonesa, indonésia e vietnamita vai se surpreender com a profusão de sabores e voltar muitas e muitas vezes para novas experiências. Quem já conhece deve estar, como eu, comemorando a possibilidade, hoje, de ter essa opção na Serra e aqui na capital.



Nosso encontro festivo gastronômico foi compartilhado com outra amiga querida, a jornalista Rejane Martins, que participou de nosso verdadeiro banquete oriental. Aproveitando que a casa abre às 17h para happy hour, abrimos os trabalhos com um drinque lindo, colorido e saboroso como a tarde de ontem, com cranberry, xarope de hibisco, cointreau e espumante.



Mas a tarde era de brindes, então, seguimos com um drinque de uísque com mel e limão siciliano. Nos divertíamos, sentadas na área ao ar livre, com os comentários de quem passava na rua e fazia ilações sobre que tipo de restaurante estava se instalando no local. Japonês, indiano, especializado em sushis? Ninguém acertou: o Galangal combina diferentes cozinhas orientais, oferecendo uma variedade de sabores incontável.



Nos desligamos dos comentários dos passantes quando começaram a chegar à mesa trouxinhas tailandesas de camarão e carne suína acompanhadas de geleia de gengibre, crocantes e delicadas.



A seguir um combinado de harumaki de salmão empanado em farinha panko, niguiri de salmão com molho de ervas e geleia de pimenta, joy de cogumelos, harumaki de salmão empanado com abacate e harumaki de salmão empanado com queijo brie.



Para lembrar minha primeira experiência no Galangal de Canela, vem o salmão crocante defumado com cogumelo, coberto por uma grande taça que prende a fumaça, liberada à frente do cliente.



Minha descoberta, já no início da noite, foi camarão com leite de coco e curry tailandês com arroz de banana e farofa de castanha,  ao mesmo tempo delicado e uma explosão de sabores. Acho que me conquistou e se tornou minha mais nova paixão.



Essa quase certeza logo foi questionada quando chegou o phad tay, talharim crocante de arroz com legumes salteados em wok, shiitake, greencurry, tamarindo e molho de ostra com amendoim e geleia de pimenta. Um amor antigo, que permanece forte.



Para encerrar, o que já representava uma loucura, um exagero, sorvete de limão com gengibre, banana caramelada em calda de laranja e manjericão doce e ganache de chocolate com crumble de cacau e coco



Voltei para casa feliz, pela Magda, pelo novo Galangal, pelas delícias que degustei, pelas horas passadas em boa companhia com as amigas e principalmente por saber que Porto Alegre conta com uma maravilhosa opção gastronômica para os amantes da boa mesa.

Galangal de Porto Alegre
Rua Dona Laura, 196
De terça a domingo (happy hour a partir das 17h, jantar das 19h às 23h30min)